Após o pouso, foram mais de 15 minutos esperando para desembarcar. A mochila pesava horrores, meu pescoço estava torto, as costas doloridas e os pés inchados por causa das 11 horas de vôo, mas eu estava feliz da vida. Olhei ao redor e reconheci aquela mesma sensação em muitas pessoas. Fora uma meia dúzia de gringos, a maioria dos passageiros eram brasileiros ansiosos por rever familiares, um casal em lua de mel, um rapaz que viajou para visitar a irmã doente e mais alguns estudantes.
Depois de mais ou menos uma hora na fila da imigração, ouço o tão esperado Next! Um senhor sério e com cara de poucos amigos olha meu passaporte, pergunta quanto tempo vou ficar, pede a carta da escola, o endereço da residência e ‘clept’, carimba meu passaporte.
Deixo o guichê e sigo quase saltitante pelo corredor em busca da mala que já está lá rodando na esteira com as fitinhas brancas e verdes amarradas. Saio e nada de ver a placa com meu nome. Alguns minutos depois chega o Sr. Norberto (motorista contratado pela escola). Ele é um paranaense que vive em Londres há cinco anos. No caminho até Wimbledon, onde vou morar durante as próximas quatro semanas, vi os ônibus de dois andares, as charmosas casas inglesas, as ruas largas e arborizadas e o Wimbledon Theater. “Esse teatro é muito legal e fica bem perto de onde você vai morar”, me avisa o motorista.
Reconheci a casa da Sra. Pamela pela foto enviada pela agência. Fica no andar de cima de um sobrado. O único problema foi carregar a mala, mochila, casacos e bolsa pelos dois lances de escada. Putz, o Sr. Norberto pode até conhecer o Wimbledom Theater, mas não é um gentleman. Foi embora rapidinho e tive que carregar tudo sozinha.
A casa tem três quartos, sala, cozinha e banheiro. Minha anfitriã mostrou meu quarto, como funcionava o chuveiro e onde ficavam as coisas na cozinha e até desenhou um mapa indicando o caminho até o metrô. Ela é uma inglesa simpática de olhos azuis, cerca de 60 anos, mãe de quatro filhos e avó de três netos.
Organizei minhas coisas, tomei um banho e tentei acessar a internet. Após algumas tentativas frustradas percebi que não estava mesmo funcionando. O cansaço me venceu e fui dormir, ou melhor, deitar. Fiquei acordada por um bom tempo, empolgada com tanta novidade.
Home! Sweet home!
Meu quarto fica na primeira janela aí em cima, no
cantinho do lado esquerdo.
E com vocês: New Wimbledon Theater!
Prestou atenção no detalhe do sol iluminando a foto?

Geo, que linda a casa onde você está!!
ResponderExcluirAS vezes fico pensando se faço uma dessas, hahaha Mas acho que S. Paulo me segura por um bom tempo ainda.
Beijos!!!!
Oi Geo, tudo bem com você?
ResponderExcluirLi todos os posts e adorei as fotos que você tirou. Vou sempre acompanhar suas aventuras, rsrs.
Um abraço e saudades,
Sid.
Oi Ale e Sid! Obrigada!
ResponderExcluirSaudades!
Bj
Geo