sábado, 30 de janeiro de 2010

Um trem para Paris

Os tickets foram comprados no guichê da Euroestar em Londres numa manhã de sábado, no final de novembro. Custou mais caro do que comprar passagem aérea, mas eu queria muito viver a experiência de viajar de trem para Paris cruzando o Canal da Mancha. Além disso, muitos dos meus amigos que moram em Londres recomendaram a trip.

Saímos da estação de Saint Pancras Internacional no dia 30 de dezembro, às 6h55 da manhã, e chegamos em Gare du Nord, em Paris, 2 horas e quinze minutos depois. E olha que maravilha! Sem precisar pegar ônibus ou trem até o aeroporto em Londres, sem filas para check-in, sem atraso no vôo, sem trem ou ônibus do aeroporto de Paris que fica bem longe do centro da cidade.

Bom, assim que o trem partiu eu tentei dormir um pouco porque estava tão empolgada e ansiosa com a viagem que mal preguei o olho na noite anterior. Mas, olha a situação. O italiano simpático que vendeu nossos tickets garantiu que tínhamos comprados ótimos lugares, mas sentamos coladas numa daquelas portas automáticas de vidro que não parou de abrir e fechar a viagem toda. Êita povo que gosta de ir ao banheiro, lanchonete, mudar de vagão. Eu só queria relaxar e curtir minha primeira viagem internacional de trem. Humpf!

Quando desembarcamos ficamos procurando alguma placa, algum sinal em inglês indicando onde ficava a linha de metrô que precisávamos pegar. Nada. Todas as orientações em francês.Procuramos o posto de informações e o atendendo balbuciou alguma coisa e apontou uma direção como quem diz "segue toda a vida". E fomos seguindo mais pela intuição do que pela informação de fato. E não é que deu certo?

Mapinha do metrô na mão, ouvidos e olhos bem atentos. Fizemos uma troca de trem e chegamos ao destino certo. Mas, pegamos a saída errada e não estávamos encontrando a rua. Pedimos informação para uma francesa, que foi bem etenciosa, e depois de andar até a metada da quadra, enquanto tentávamos encontrar uma placa com o nome da rua quando aparceu um francês chamado Antônio para nos ajudar. Ele trabalha numa pizzaria na rua ao lado do flat onde ficamos e além da informação correta, nos deu um belo sorriso de boas-vindas.

Nos dias seguintes passamos pela pizzaria muitas vezes e ele mesmo ocupado atendendo os clientes sempre acenava com um animado Bonjour e nós retribuíamos com um sonoro Bonjour Antônio! Bonjourne!


Saint Pancras, em Londres

Eu e minha pequena mochila


Estação Gare du Nord, em Paris

Um comentário:

  1. Janeiro fechou lindo, hein? Várias histórias das viagens emociantes. Quero mais em fevereiro, hein???
    Beijos
    Cris

    ResponderExcluir