Mas, voltemos às bicicletas. Minha maior preocupação na rua era evitar um atropelamento. Era só dar um ou dois passos de turista que não sabe exatamente para onde está indo que já ouvia a tal buzininha trimm, trimm. Eu até procurei pela buzina em lojas de souvenirs, mas não encontrei. Pensei até em entrar em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura da cidade e deixar a sugestão. Achei estranho ninguém ter pensado nisso antes. Ou vai ver as buzinas-souvenir estavam em falta nessa época do ano. Vai saber.
Eu achei o máximo ver as magrelas pela cidade inteira. Homens, mulheres, jovens, idosos, famílias inteiras passeando pra cima e pra baixo de bicicleta. Quer coisa mais econômica, saudável e ecológicamente correta? Nós só não alugamos bicicletas porque estava nevando e eu certamente seria um risco ambulante ao guidão. hahahaha
Como a cidade é pequena conseguimos fazer a maioria dos passeios a pé. Amsterdã tem museu para tudo. Até para tulipas, diamantes e machonha. Muito engraçado. Ficamos apenas três dias, então não tive tempo para visitar todos os museus que eu gostaria. Mais um motivo para voltar, né?
O momento mais emocionante da viagem foi visitar o Museu Van Gogh. Fecho os olhos e ainda vejo a explosão de cores e vida das telas. O pintor adorava a tranquilidade da vida no campo e imortalizou belas paisagens bucólicas e a vida simples de trabalhadores rurais na lida e durante as refeições em família. Eu lembrei muito da minha infância no campo, da história da minha família de imigrantes europeus (alemães e italianos), camponeses como aqueles retratados pelo pintor holandês.
O acervo do museu conta com belas obras inclusive um dos Girassóis, da série de telas mais famosas do artista. O Vaso com 15 Girassóis, pintado em agosto de 1888. Simplesmente marvailhoso! O girassól têm um significado especial pra mim porque - além de ser uma das minhas flores preferidas, é da cor da minha cabeleira e dos cabelos do Van Gogh, que também era ruivo. Detalhe: Na Europa eu sou apenas mais um ponto laranja na multidão. (Preciso escrever um post especial sobre isso)
Um dos pontos turísticos mais badalados de Amterdã é a Red Light District, local onde podem ser vistas as famosas garotas de programa na vitrine. Ao invés de ficarem na rua ou em clubes, elas alugam as casa com janelas enormes e ficam lá no quentinho (pelo menos eu acho que é) só de lingerie. Algumas dançam, outras ficam sentadas em bancos ou cadeiras. As mais desinibidas chamam os potenciais clientes batendo no vidro e acenando.
Os turistas passeiam tranquilamente pelas ruas, só observando. Mas, apesar da prostituição ser legalizada em Amsterdã, é proibido fotografar as meninas. Numa das ruas quase conseguimos ouvir a negociação entre uma das garotas e um cliente. Estávamos curiosas para saber quanto elas cobram por programa, mas achamos sensato não bater em nenhuma porta pra perguntar. Além das vitrines, o bairro todo tem muitos sex shops, casas de shows, restaurantes e cafés. No mínimo peculiar, eu diria.
Outro momento bem marcante da viagem foi a visita ao Museu Anne Frank. É possível visitar o sótão do estabelecimento comercial onde a família judia ficou escondida por dois anos, durante a II Guerra Mundial. Quando descobertos pela polícia nazista, a família Frank e a do sócio que também ocupou parte da esconderijo, foi enviada para um campo de concentração. O pai de Anne foi o único sobrevivente e divulgou o comovente diário da filha para o mundo. O diário já foi publicado em diversos idiomas e virou filme em 1959, com o título O Diário de Anne Frank, do diretor George Stevens, e ganhou três Oscars.
Anne, que ficou no esconderijo dos 11 aos 13 anos, emocionou o mundo pela profundidade de seus pensamentos e postura otimista diante da vida.
"Todo mundo tem dentro de sí um fragmento de boas notícias. A boa notícias é que você não sabe o quão estraordinário você pode ser. O quanto você pode amar! O quanto você pode executar! E qual é o seu potencial". Anne Frank.
Alguns cliques pela cidade...
Nossa chegada na Central Station
Hostel Stay Okay
Vondelpark que fica em frente ao hostel
O canal, as bicicletas e eu
Canal congelado
Museu Van Gogh
Vaso com 15 Girassóis
Museu Anne Frank: estante que servia de passagem secreta
para o esconderijo
Só no sapatinho
Passeio de balsa













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