Só consegui levantar da cama depois das 9h da manhã, com dor de cabeça e muita fome. Fui até a cozinha e encontrei pão, iogurte, leite, cereais, nutella (que eu adoro), manteiga e uma xícara com um saquinho de chá. Os cereais já estavam abertos e deviam estar ali desde a penúltima Rainha. Quando fui guardar as coisas na geladeira senti um cheiro horrível. Acho que há algo de podre no Reino da Sra. Pamela. Eu sou muito chata com limpeza, mas já percebi que aqui terei que relaxar, literalmente. rs
Tomei um banho e saí ansiosa para ver e andar pela cidade. O mapa até o metrô estava certinho. Levei uns 15 minutos proque fui olhando tudo ao meu redor. Na entrada da estação vi as máquinas que vendem tickets e resolvi pedir ajuda. Dinheiro diferente, língua diferente... lá fui eu exercitar meu: "Could you help me, please?"
Uma funcionária (inglesa) tentou me explicar como funcionava, mas não entendi quase nada do que ela falou. Êita sotaque difícil. Aí achei melhor comprar direto no guichê. Depois de entender que o bilhete deveria ser comprado por zonas (minha casa fica na zona 3)e que valia mais a pena comprar para sete dias, fiz meu pedido. E lá se foram 30 libras. Caramba, o transporte público é bem caro aqui.
O segundo funcionário, também inglês, perguntou de onde eu era e quando eu falei Brasil, ele ficou muito empolgado, mas muito emplogado mesmo. O que eu entendi é que já conhece o Rio e Salvador. Oh my god! Bom, ele encerrou a conversa dizendo que eu parecia ser alemã, não brasileira. Eu ainda não tenho ceeteza se isso é bom ou ruim. rs
O trem partiu quase vazio e foi ficando lotado. No meio do caminho fui confirmar se eu precisava trocar de trem na estação seguinte para pegar a Piccadilly Line e sem querer acabei pedindo informação para um brasileiro. O Igor é um carioca que mora em Londres há três anos e estuda teatro na Escola de Artes de Londres. Um contato bacana já que pretendo fazer algum curso livre na área enquanto estiver por aqui.
Na escola correu tudo tranqüilo. Cheguei mais cedo, me identifiquei na secretaria e logo depois de fazer um teste rápido, fui encaminhada para a minha turma. Na verdade, tenho duas turmas e meus colegas são de diversas nacionalidades: Colômbia, Bolívia, Chile, Turquia, Bélgica e Brasil, é claro. Uma hora de conversação com o professor inglês Alex, mais três horas de gramática com a professora irlandesa Emeli.
Depois da aula fui andar pela Oxford Street para encontrar uma loja da O2, operadora de celular, e olhar a cidade, claro. "Caracas, que cidade mais linda. Nem acredito que estou aqui", eu dizia para mim mesma. rs Paguei 5 libras pelo chip, coloquei mais 10 libras de crédito e ganhei 100 minutos para ligar para o exterior. Oba! Gostei dessa promoção.
Na volta para casa, desci na estação errada para a troca de trem e fiquei rodando pela estação tentando descobrir o caminho certo. Eu estou super acostumada a andar de metrô em São Paulo, mas o metrô de Londres é bem mais complexo. Bom, procurei um funcionário do metrô e com o mapa na mão consegui explicar para onde eu estava indo. Muito educado e atenciosos ele me indicou a plataforma correta. Na verdade, eu não estava tão perdida e logo defini uma nova rota e cheguei em casa sã e salva. Estou encantada pela cidade. Foi AMOR a primeira vista.
Estação de Wimbledon
Piccadilly Circus: esquina da Shaftesbury Avenue e
a Regent Street. Prédio onde fica a escola.