terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Êita mundo pequeno


Cena 1: Eu entro no metrô na estação de Waterloo numa tarde de quinta-feira e vejo um rosto familiar na multidão. Eu olho, ele olha e pergunta: Geo? É você mesma? Era meu amigo Guilherme, que estudou comigo na faculdade em São Leopoldo e eu não via desde os tempos do Radar na TVE, ou seja, mais de sete anos.


Cena 2: Eu estou parada em frente a uma vitrine de loja na Oxford Street quando ouço meu nome com um sotaque estanho. Era e Deren, uma belga que eu conheci quando estava na fila do registro na Polícia de Londres e pensei que nunca mais veria na vida.

Cena 3: Eu chego na estação de Piccadilly Circus e encontro com o Sérgio, um colombiano que estudou comigo em setembro, na minha primeira semana de aula. Depois ele mudou de escola, de trabalho e de endereço. Segundo ele, era a primeira vez em meses que passava por ali.


Cena 4: Eu saio do metrô na estação de Green Park e dou de cara com o Pedro, meu primeiro amigo brasileiro em Londres. Se tivesse marcado, com certeza não encontraria com ele naquela exata hora, naquele exato local.

Cena 5: Eu estou passeando pelos jardins do Palácio de Versalhes, em Paris, me sentindo muito chique e encantada com tudo o que vejo, quando alguém toca no meu ombro: eu viro e o moço fala: "Eu te conheço!" Aí eu pergunto: "De onde?" Ele responde: "Eu moro em São Paulo, trabalho perto da Paulista e tenho certeza que te conheço". Eu olho atentamente para ele e para a moça que o acompanha e não faço a menor idéia de já ter visto aqueles rostos. Eu falo: Bom, deve ser de lá então. Feliz Ano Novo, quem sabe nos vemos em São Paulo! E sigo meu rumo. Meus amigos dão risada da minha cara. Mas o que mais eu poderia falar?

Cena 6: Eu estou admirando uma pintura italiana no Louvre quando ouço meu nome com sotaque estranho de novo. Era um dos meus colegas coreanos da escola de inglês. Eu olho para ele surpresa e feliz e tento dar um abraço e desejar Feliz no Novo. Ele se esquiva com a agilidade de um ninja. Ops! Esqueci que eles não podem abraçar, tocar, muito menos beijar o rosto de pessoas que não sejam da família.

Cena 7: Eu estou saindo do metrô em Piccadilly e dou de cara com o Paulo, meu colega de trabalho no bar aqui em Londres, que por uma dessas estranhas coincidências da vida, trabalhou na Band, em Porto Alegre, com o "Roque", um dos meus melhores amigos na faculdade. Nós dois estávamos com pressa, nem deu tempo de perguntar o que ele fazia por ali naquela hora.

Aguarde as cenas e encontros dos próximos capítulos.

2 comentários:

  1. kkkkkk, lembrei das primeiras vezes que coisas assim aconteceram comigo aqui em Sampa... eu achava que fosse impossível nessa multidão, mas com o tempo você começa a medir e ter certeza que o mundo é realmente muito pequeno!
    :))

    saudades guria!
    beijos!

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  2. Tipo assim, você já pode se candidatar a qualquer coisa na ONU! O Mundo sabe seu nome, hahahahaha

    bitoca + saudade

    dedé

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