Enquanto eu olhava para as mulheres do quadro de Cézanne (Bathers - Les grandes baigneuses) na National Gallery, nessa tarde fria e chuvosa de domingo, lembrei do post que pensei em escrever logo que cheguei em Londres e me deparei com centenas de "red hair" pelas ruas, trens, metrô, pubs, lojas, etc.
Sexta-feira passada, por exemplo, eu encontrei cinco ruivos apenas no caminho da escola. Nos primeiros dias por aqui eu me senti literalmente "apenas mais um ponto laranja na multidão". É engraçado porque o meu cabelo ruivo sempre foi a principal referência para as pessoas me identificarem na escola, faculdade, trabalho.
Na escola eu ouvia piadinhas do tipo "tomou muita água e enferrujou" e era chamada de"foguinho","ferrugem", "vermelhinha" e até de "feriadinho" - porque no calendário as datas de feriado são destacadas em vermelho. Eu detestava ser ruiva e sardenta e na adolescência vivia escurecendo o cabelo, passando tonalizante, fazendo luzes, detonava com a cor e com os fios até perceber que o dourado que eu tanto tentava deixar cinza e as sardas que eu tanto passava sardalina e lavava o rosto com água de arroz para clarear, eram a minha marca e que o diferente também poderia ser bonito.
Hoje eu adoro a cor do meu cabelo e convivo em paz com minhas sardas que se bem pretegidas do sol tem lá o seu charme e me deixam com cara de 'sapeca' mesmo depois dos 30 anos. rs


Geo!
ResponderExcluirLi todos os posts!
Mesmo atrasado, foi bom acompanhar um pouco do que passou por aí.
Fico feliz que esteja voltando e teremos bastante trabalho pela frente!
Bjos
saudade