terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fifteenth day

Depois do lindo domingo de sol, veio uma segunda-feira cinza e chuvosa. Minha intuição me disse para ficar dormindo, mas eu levantei assim que o despertador tocou, tomei banho, café e fui para a agência de catering que meu amigo Pedro indicou.

Cheguei lá e a pessoa (até já deletei o nome da mulher) com quem eu deveria falar não estava na sala. Sem dizer uma palavra além de ‘good morning’, a outra moça que me atendeu me entregou um formulário e apontou para uma sala. Lá fui eu para a sala com mais umas 10 pessoas preencher a tal ficha.

Quando terminei voltei para a sala e encontrei a mulher que, pela descrição do Pedro, era a pessoa certa para eu falar. Uma irlandesa ruiva e com cara de brava. Ela me atendeu enquanto conversava com um homem na mesa ao lado, mal olhou para a minha cara, falou super rápido enquanto organizava alguns papéis sobre a mesa e eu não consegui entender quase nada do que ela falou. Pedi para ela repetir duas vezes a mesma pergunta, fiquei nervosa e continuei sem entender. O problema é que cada vez que ela repetia a pergunta, aumentava o tom de voz e no fim foi super grosseira comigo.

Foi uma experiência bem desagradável e frustrante. Saí de lá arrasada. Lembrei de quando eu tinha 16 anos e fui procurar meu primeiro trabalho e a dona da loja achou que eu não iria aguentar trabalhar oito horas em pé. Pelo menos na época ela falou isso educadamente. Mas, porta na cara é sempre porta na cara, né? Acho que a gente nunca esquece.

Enquanto eu voltava para o metrô, respirei fundo, contei até mil e pensei: "Calma Geovana. Estou aqui há apenas duas semanas. Minha prioridade agora é estudar e felizmente tenho condições para me manter aqui por mais um tempo". (Eu sempre converso comigo mesma. Será que tenho algum problema muito sério? rs)

Na escola durante o intervalo conheci o Fred, amigo de uns amigos que trabalham no bar. Ele é um mecânico que mora em Portugal consertando aviões na Líbia. Na hora liguei para o meu chefe Joel no Brasil e sugeri uma matéria sobre a história do mecânico brasileiro que conserta aviões líbios. Estou de licença da ANBA, mas se pintar alguma pauta que tenha relação entre Brasil e países árabes posso fazer.

Ele achou bacana, fiz a entrevista e minha primeira matéria apurada em Londres foi publicada. Ueba!

Veja a matéria no link abaixo:

http://www.anba.com.br/noticia_tecnologia.kmf?cod=9007277

Banana para a irlandesa mal educada e mal amada!






5 comentários:

  1. A primeira mal educada e mal amada desta jornada... seja forte para encarar as próximas... ADOREI a foto e sua matéria ficou ótima!!!!!
    bjs e sucessooooo!!!!

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  2. Ebaaaa!!!! :o) Adorando muito acompanhar vc!
    Beijos,
    Se cuide!

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  3. Olá Geovana..é isso aí não tem que se deixar abater por causa de uma mal educada... bola pra frente...
    Quanto a falar sózinha ou melhor consigo mesmo, posso te garantir5 que não é indicio de nenhum problema..eu também tenho este hábito hahaha..e acredito que seja muito saudável!!!quem melhor pra me escutar que meu outro eu???
    Bjus

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  4. HAHAHAHAHAHA
    ADOREI O TEXTO E A FOTO!!
    BANANAAAAAA!!
    Te amo, gata!
    beijo

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  5. Geo, a luta é árdua, a carga é pesada, mas vc é muito mais que isso...
    Orgulho de vc sempre viu.
    Beijoooooooo, não esqueci de vc não, tô aqui na minha luta, na minha correria , tudo vai dar mega certo pra gente.

    "...O futuro pertence para quem acredita na beleza de seus sonhos"...

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